sexta-feira, 10 de junho de 2011

Gelfand x Anand

Gelfand foi o grande campeão do Torneio de Candidatos, derrotando o "cool poker player" Grischuk na final. Se, por um lado, um certo romantismo inerente à personalidade do jovem russo derrotado lhe angariava uma legião de fãs, dentre os quais se inscreve este cronista, por outro lado a vitória de um enxadrista símbolo do xadrez ciência nos serve para relembrar o árduo trabalho para chegar e se manter no topo.

Gelfand merece nosso respeito. Rápidas foram as condenações ao seu estilo de jogo, à sua persona sem carisma e outras baboseiras. Como me referi a Fischer, certa vez - um enxadrista é medido por seus lances. E os do Gelfand são de categoria. Quanto ao estilo de jogo, tenho o seguinte a declarar: aqueles que não conhecem profundamente o xadrez têm a tendência de creditar genialidade somente àqueles que promovem complicações no tabuleiro e demonstram sua força táticae cálculo superior. É mais fácil de se entender um xadrez matemático e concreto do que um xadrez profilático e abstrato. Por essas razões, Alekhine, Tal, Fischer e Kasparov, por exemplo, são colocados em um nível mais alto do que Lasker, Capablanca, Petrosian e Karpov. O jogo destes últimos, com seus mínimos detalhes posicionais, é muito menos vistoso e muito mais difícil de se entender do que o jogo de primeiro grupo. E digo mais: a grandeza do segundo grupo (estilo no qual se enquadra, guardadas as proporções, Gelfand) é equivalente a do primeiro: o resultado seria 2 x 2.

O estilo científico do israelense vai além do estudo profundo de variantes de abertura. Certa vez o escutei discorrer sobre os efeitos nocivos de tomar sol (que suga nossas energias) antes das partidas.A impressão é que ele tem tudo metodicamente programado. E sua lógica deu certo. Está desde o início doas anos anos 90 na elite do xadrez mundial, foi Campeão da Copa do Mundo e do Torneio de Candidatos.E foi vice no Campeonato Mundial disputado no México, para quem não se lembra; Se em suas veias corresse o fervente sangue latino, certamente pensaria: "Vão ter que me engolir!". Mas tenho certeza que ele não dá a mínima para seus detratores. O simpático desafiante, que sempre cumprimenta toda a delegação brasileira em Olimpíadas e afins, só quer saber de melhorar seu jogo.

Além do mais, confesso que me decepcionei com Grischuk no match final. Depois de apertar o Gelfand nas duas primeiras partidas, simplesmente desistiu de forçar as partidas, talvez devido ao cansaço. O russo, dentre suas curiosas idiossincrasias, tentou revolucionar a estratégia historicamente admitida em matches, invertendo sua lógica: passou a empatar rapidamente de brancas e jogar para ganhar de pretas. Tivemos a prova cabal que nem todas as ideias boêmias levam ao sucesso: foi derrotado, de pretas, pela mão pesada de Gelfand, na última partida.

O que esperar do encontro com Anand? O indiano deu mais uma prova de sua classe ao despachar sem problemas o inconstante Shirov, em um match de rápidas. Gelfand deve perder o match, porque Anand faz todo o trabalho científico, com um diferencial:
é um gênio. E é um dos melhores enxadristas da história. Quando eu estava treinando em Moscou, perguntei a Dvoretsky o que faltou para que Yusupov fosse campeão mundial. A resposta: "He´s not a genius, like Anand". Por essa razão, salvo uma grande zebra, )Boris Gelfand também não será.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Torneio de Candidatos - Comentários e Palpites

A segunda fase do Torneio de Candidatos terá início nesta quinta-feira, em Kazan - Rússia. Os duelos serão Kamsky - Gelfand ( o embate da "velha guarda") e Kramnik - Grischuk.

A primeira rodada foi surpreendente. Não esperava que Kamsky passasse por Topalov. O búlgaro jogou um xadrez um tanto suicida na segunda partida e não venceu uma posição completamente ganha na quarta. Mostra que a crise no seu xadrez ainda não foi superada.

Kramnik - Radjabov foi um match burocrático. Nenhum dos dois arriscou e repetiram aberturas sólidas. O match acabou decidido "nos pênaltis", com direito a um certo escândalo no final. Honestamente, acho que os comentaristas exageram os méritos de Kramnik como jogador de matches. Se olharmos seu histórico, veremos que tem derrotas contra Gelfand, Shirov, Anand, empates contra Leko e Topalov (que foi vencido nos desempates). A questão é que temos a memorial residual do seu match contra Kasparov, quando conseguiu a impensável proeza de vencer de forma invicta o melhor enxadrista de todos os tempos. Mas depois disso, a verdade é que Kramnik pouco fez para demonstrar que era o melhor do mundo e sempre tratou com um certo desdém os seus fãs. Admiro seu xadrez, mas torço por Grischuk.

Por falar no jovem russo, este jogou o que foi disparado o melhor match da primeira rodada. Fui surpreendido com o resultado final, pois para mim Aronian era o grande favorito para este ciclo. Mas matches de 4 partidas são muito curtos e nesse nível tudo pode acontecer. Se fossem matches mais longos, de 12 partidas, por exemplo, dificilmente o armênio deixaria escapar o título. De qualquer forma, Grischuk jogou um xadrez de alto nível, salvou uma partida incrível na primeira rodada, justamente na especialidade do seu adversário (finais) e soube suportar a pressão no desempate, mesmo sendo derrotado de brancas na segunda partida rápida, quando o empate lhe bastava. Grischuk tem um quê de artista no tabuleiro, o que me causa grande admiração. Contraria o que os jovens de hoje em dia professam - confiança total nas análises caseiras, jogando a abertura na velocidade da luz, para intimidar o adversário. De fato, Grischuk não raramente gasta um tempo inimaginável em posições teóricas, em uma pose contemplativa, quase em transe. Observei o "post mortem" de sua partida contra o Giovanni, ano passado, e notei que o russo tem um xadrez extremante concreto, calculando variantes quando muitos (eu, por exemplo) seriam guiados apenas por considerações posicionais. Além do mais, conhece os clássicos de memória, pois citou vários exemplos de partidas que conhecia e que o ajudaram nas decisões (quando eu achava, pelo tempo que já havia gasto, que estava em território desconhecido). O mais sensacional é o que acontece com ele quando entra em um dos seus frenéticos apuros de tempo. Com sua postura impassível, "poker face", efetuando suas jogadas com a mesma firmeza e confiança, parece que seu jogo até mesmo fica melhor! Para o leitor que desconfia disso, veja a partida Gashimov - Grischuk, Turquia 2010 e atente para o fato de que a parte final dessa obra-prima foi toda jogada com segundos no relógio. Por essas razões, minha torcida para o título dos candidatos fica para o artista russo.

Já Mamedjarov mostrou que a expectativa criada em torno de seu jogo por muitas vezes é exagerada. O "Lenhador" tem a fórmula para aniquilar jogadores de 2600, que envolve aberturas duvidosas, riscos posicionais etc. Mas tal fórmula leva à forca contra um jogador da classe e experiência de Gelfand, acostumado a enfrentar durante muitos anos o mesmo ímpeto de um conterrâneo de Mamedjarov... A impressão que tenho é que Boris até teve uma certa piedade na última partida do match, pois se precisasse da vitória, levava.

Meus palpites para as semis: Kamsky - Gelfand (Gelfand). Kramnik - Grischuk (Kramnik). Não se espante o leitor: a torcida vai para Grischuk, mas a razão ainda me convence que o favorito é o Kramnik.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Aberto Bienal Braga





Foi realizado no Clube de Xadrez São Paulo, de 20 a 24 de abril, o Aberto Bienal Braga, com uma excelente premiação de 23 mil reais.

Confesso que quando vi o folder do torneio, cerca de um mês antes do evento, fiquei bastante surpreso, pois não esperava que um torneio com tal premiação fosse realizado esse ano no Brasil. Parabéns aos patrocinadores do evento pela inciativa. São torneios como esse que fazem jogar xadrez profissionalmente valer a pena.

Os organizadores fizeram uma escolha pelo formato "o vencedor leva tudo", característico de abertos nos Estados Unidos. Da mesma forma, todo o dinheiro foi colocado na premiação, não havendo condições para os GMs. Muitos criticaram essa escolha, mas para mim ela é muito interessante. Com um prêmio robusto para o primeiro lugar, os participantes são obrigados a arriscar mais, a buscar o título a qualquer custo. Além do mais, se a premiação for alta, os organizadores podem dispensar as condições de praxe. O que não se deve é organizar um torneio com premiação baixa e sem condições.

Para uma premiação tão atrativa, achei reduzido o número de GMs no evento. Giovanni estava no México, mas as ausências de Milos e de fortes enxadristas da Argentina também foram sentidas. A premiação para o primeiro lugar me seduziu a sair da aposentadoria, temporariamente.

Ao final, com vários percalços no caminho, sagrei-me campeão com 7,5 em 9. No caminho joguei partidas muito interessantes do ponto de vista criativo, principalmente contra Jomar Egoroff, Remo Bassan e El Debs, mas também joguei algumas partidas sofríveis. Deixei escapar boa vantagem contra Luiz Abdalla e tive uma abertura lamentável contra o egípcio Samy Shoker. Felizmente ambos aceitaram empate em posições claramente superiores.

Na última rodada enfrentei o agora GM Cubas, precisando do empate. A diferença entre empate e derrota era de 7 mil reais (!), tornando a partida mais tensa que o normal. Felizmente meu adversário, de brancas, escolheu uma abertura inofensiva e tive boa posição durante toda a partida, que terminou em empate. No próximo post trarei análises de alguns momentos interessantes das minhas partidas.

Destaque para as excelentes atuações de Shoker e Rodi, que surpreenderam alguns dos favoritos para o evento. E destaco também a partida Terao - Fier, que mostra como "NoFier" tem recursos, pois arrancou o empate em uma partida que eu teria abandonado em diversos momentos!

Mais uma vez parabéns aos organizadores e que este seja apenas o início de uma nova era de torneios abertos no Brasil!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

IDEIAS SOBRE A MONTAGEM DE UM REPERTÓRIO DE ABERTURAS

Continuando os artigos sobre técnicas para melhorar o jogo, vou tocar hoje em um tema polêmico, talvez o que mais suscite dúvidas nos enxadristas de diversos níveis. Afinal, qual a melhor forma de montar e aperfeiçoar um repertório de aberturas? Eis minhas sugestões, para todos os níveis:

1) Escolha um repertório de acordo com o seu estilo de jogo;

2) Crie uma base de dados no ChessBase, específica para análises de suas linhas de abertura;

3) Utilize os livros de abertura de softwares como Fritz, Rybka etc, para montar um "esqueleto" geral do seu repertório;

4) Selecione, preferencialmente em uma base separada, partidas-modelo das variantes do seu repertório. Como esse trabalho toma bastante tempo, sugiro escolher algum "jogador-modelo" para as linhas do seu repertório, concentrando-se, incialmente, apenas em suas partidas. Exemplo: se você que jogar 1.e4 e5, comece vendo só partidas do Aronian; se você quer jogar a Najdorf, comece pelas partidas do Kasparov (ou Fischer).

5) Estes 4 passos já serão suficientes para a maioria. Mas se você quer ter uma preparação de alto nível, é preciso ir adiante. O passo seguinte é selecionar Posições Críticas nas variantes que você joga. Esta seleção pode ocorrer de várias formas: alguma posição que está muito na moda; uma posição que tem colocado problemas à sua variante; uma posição em que você queira achar alguma novidade etc.

6) Análise independente das posições críticas selecionadas. Se você tiver um parceiro de análise, fica mais fácil. Ambos discutem a posição e depois checam as análises com o computador. Se você estuda sozinho, utilize esta fórmula (que pode ser usada sempre que você quiser analisar com os programas de análise):

I- monte a posição crítica no tabuleiro e, ao mesmo tempo, coloque-a no computador;

II- Ligue o programa de análise, minimize a tela do ChessBase (para não ficar olhando o que ele sugere) e analise a posição por algum tempo (sugiro 15 minutos). Pode analisar mexendo as peças.

III- Passado esse tempo de análise individual, verifique as sugestões do computador. Em seguida, minimize a tela novamente e repita a análise individual, analisando as ideias da máquina.

IV- Repita o processo até obter uma análise satisfatória.

Eis o segredo para um repertório de sucesso! Como se vê, trabalho árduo é necessário.

Para informações sobre essas e outras técinas de aprendizado, assim como aulas presenciais ou pela internet, entre em contato: contato@academiarafaelleitao.com

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Análises do Mundial por Correspondência

Neste post analiso minha única vitória até o momento no Mundial por Correspondência (minhas outras partidas terminaram em empate e muitas estão em andamento). A ideia é entender alguns erros típicos que podem ser cometidos na análise com o computador - lembrando que o uso da máquina é permitido nessas competições. Peço desculpas pela anotação em inglês, mas não sei como usar figurinos no blog.

Leitão,R - Schuster,P [A30]
ICCF, 14.06.2010


1.Nf3 Nf6 2.c4 c5 3.Nc3 d5 4.cxd5 Nxd5 5.d4 Nxc3 6.bxc3 g6 7.e4 Bg7 8.Be3 Qa5 9.Qd2 0–0 10.Rc1 Bg4 11.d5 Na6

[11...Bxf3 É o mais jogado.]

12.h4! h5?N

Um erro de conceito. Essa é uma das posições que o computador ainda não entende. Quem conhece o procedimento de ataque das brancas nessa estrutura sabe que o plano branco será romper em g4 (como na Dragão), mesmo sacrificando peões e peças para garantir o ataque. As engines não sugerem este plano. Aqui podemos apreciar o melhor da análise homem - máquina: nosso cérebro contribuindo com o plano correto, baseado no conceito adquirido no estudo de diversas posições típicas, enquanto a máquina providencia a checagem matemática da ideia. Mas é preciso não desistir facilmente nem ser influenciado pelas avaliações negativas do computador. Em posições de ataque, muitas vezes é preciso prosseguir em longas variantes para que o computador finalmente dê a avaliação correta, muitas vezes mudando bruscamente essa avaliação, o que poderá surpreender nossos adversários, seja na preparação de uma abertura (a maioria dos enxadristas simplesmente reproduz a análise do computador nesta fase do jogo) ou em uma partida por correspondência. [12...f5 Foi jogado em Kramnik - Svidler, 2009, mas as pretas não resolveram todos os problemas de abertura.]

13.Ng5!

A jogada natural para aproveitar as deficiências do avanço h7-h5. O plano é seguir com f3 e g4.

13...Rad8 14.f3 Bd7

Outro lance de computador, mas que é extremamente esquisito. Seria mais lógico voltar o bispo para c8, sem restringir a mobilidade da torre em d8.

15.g4 hxg4

[15...f6 16.Nh3±]

16.h5+-

O ataque branco é decisivo e a partida está matematicamente ganha. O computador demora a ver isso, avaliando a posição, inicialmente, como igual.

16...gxh5

[16...gxf3 17.hxg6 fxg6 18.Bc4 (18.d6) ; 16...f6 17.h6+- (17.d6+-) ]

17.Qh2

[17.Rxh5+- Também seria suficiente, mas o lance do texto é mais incisivo.]

17...f6 18.Qxh5!

[18.Ne6 Bxe6 19.dxe6 c4+- E as pretas prolongariam o sofrimento.]

18...fxg5 19.Qh7+ Kf7 20.d6! Qxa2

[20...e6 21.Bc4 Rh8 (21...Qa4 22.0–0) 22.Qf5+ Bf6 23.Bxg5+-; 20...Be6 21.Qh5+ Kg8 22.dxe7+-; 20...b5 21.fxg4+-]

21.dxe7 gxf3 22.Rh2

[22.exd8N+ Rxd8 23.Qh5+ Kg8 24.Qxg5+-]

22...Qe6

[22...Qb3 23.Bxg5+-]

23.Bxg5 Rde8 24.Qh5+ Kg8 25.exf8Q+ Kxf8

[25...Rxf8 26.Qh7+ Kf7 27.Rf2+-]

26.Qxf3+

[26.Rh4 Qf7 27.Qxf7+ Kxf7 28.Kf2 Nc7 29.Rd1 Be6 30.Bd8 Na8 31.Bb5 Rf8 32.Rd3+-]

26...Kg8

[26...Qf7 27.Qxf7+ Kxf7 28.Kd2]

27.Bd3 Rf8 28.Qh5 Rf7 29.Qh7+ Kf8 30.Bh6 Qg4 31.Bxg7+ Qxg7 32.Qxg7+ Rxg7

Agora, basta um mínimo de técnica. Mais uma dica: em posições de finais, devemos também desconfiar das avaliações da máquina, que por vezes não percebe a incidência de posições de empate teórico.

33.Bxa6! bxa6 34.Kd2 a5 35.Rh5 Rg4 36.Rxc5 Rxe4 37.Rxa5 a6 38.Rxa6 1–0

quarta-feira, 30 de março de 2011

Federação Maranhense de Xadrez



Nicolau Leitão é o novo presidente da Femax.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Como Utilizar Softwares de Análise

Antes de publicar as breves análises da minha única vitória no Mundial por Correspondência até o momento, acho interessante tocar em um ponto de grande importantância no xadrez moderno: como utilizar os programas de análise.

Como veremos em breve, meu adversário errou neste quesito e devido a isso foi derrotado. A importância de se preparar bem com o computador é ainda maior para jogadores de torneio. Um estudo incorreto pode prejudicar enormemente o jogador, tornando-o "viciado" às ideias do computador, sem paciência para pensar sozinho, sem criatividade. Além do mais, grande parte dos enxadristas da novíssima geração sequer utilizam o tabuleiro: acham que analisar na tela do computador poupa tempo e é suficiente, especialmente para as análises de abertura.

O problema é que poupar tempo não costuma ser o caminho para a maestria no xadrez. O trabalho de análise independente, mesmo que demorado, é o que faz a diferença. O campeão mundial e grande patriarca do xadrez soviético, Mikhail Botvinnik, quando indagado sobre os rumos do xadrez com o crescimento da informática, refletiu com grande acerto que os computadores seriam uma ferramente de auxílio, mas o que continuaria fazendo a diferença seria o trabalho independente de análise.

Pois este trabalho independente é um dos pontos mais renegados pelos estudantes do jogo. Muitos dedicam suas horas de estudo para decorar linhas de abertura ou estudar passivamente as análises dos livros. Este método de estudo é totalmente incorreto. Para desenvolver-se no jogo é preciso questionar as análises, ter suas próprias ideias, confiança nas suas análises. Para tudo isso, os softwares de análise podem oferecer grande contribuição, se usados corretamente.

Obviamente, como em quase tudo na vida, há divergências sobre como utilizar esta ferramenta. Apresento ao leitor o método de trabalho que gosto de utilizar nos meus estudos - o mesmo que recomendo aos meus alunos - todas as vezes que pretendo investigar uma posição com maior cuidado:

I- monte a posição crítica no tabuleiro e, ao mesmo tempo, coloque-a no computador;

II- Ligue o programa de análise, minimize a tela do ChessBase (para não ficar olhando o que ele sugere) e analise a posição por algum tempo (sugiro 15 minutos). Pode analisar mexendo as peças.

III- Passado esse tempo de análise individual, verifique as sugestões do computador. Em seguida, minimize a tela novamente e repita a análise individual, analisando as ideias da máquina.

IV- Repita o processo até obter uma análise satisfatória.

Esse minucioso trabalho de análise melhorará não só o seu conhecimento específico da posição estudada, mas - principalmente -, desenvolverá outros aspectos do seu jogo, como visão tática, avaliação das posições, criatividade etc.

Para maiores informações sobre essa e outras técnicas de estudo, bem como informações sobre aulas, entre em contato neste email: contato@academiarafaelleitao.com